
Os que acompanham cinema devem ter visto recentemente o lançamento deste filme em 2009 no Brasil acrescido do (desnecessário) subtítulo Salomão Kane – O Caçador de Demônios. Se o longa não era lá essas coisas e acabou não despertando um grande interesse do público, o mesmo não ocorreu nas últimas décadas com a contraparte do herói na literatura e nos quadrinhos.
Para começo de conversa, muito me espanta que os realizadores do filme não tenham se utilizado mais de o fato do criador do herói ser ninguém menos que Robert E. Howard, criador do Conan e praticamente de todo o gênero Espada e Feitiçaria.
Howard criou Kane em 1928 (quatro anos antes de Conan) para a revista Weird Tales e em vida publicou nove histórias do personagem, deixando fragmentos inacabados e vários poemas. O apelo do herói junto aos leitores com sua fantasia-realista foi forte, diferente, por exemplo, do Rei Kull – cujas histórias Howard tinha muita dificuldade em vender.
Salomão Kane era muito diferente dos heróis usuais. Era um puritano do século XVI cuja principal finalidade parecia ser simplesmente varrer todo o mal da face da Terra. O visual de Kane era espetacular, com sua capa e chapéu pretos, longos cabelos lisos, sabre prateado e armas na cintura. Sombrio, violento, bruto, inteligente e incorruptível o personagem permitiu que Howard brincasse com sua psiquê mais do que fez com outras de suas criações (incluindo o próprio Conan, que é uma personalidade bem menos enigmática que ele).
Quando Conan explodiu nos anos 70, o escritor Roy Thomas resolveu adaptar também as aventuras de Salomão Kane para os quadrinhos e recebeu carta branca da Marvel para fazer o que quisesse. Ele protagonizou durante anos aventuras em diversos magazines e inclusive teve uma série só sua em 6 edições chamada The Sword of Solomon Kane. O estranho é que se por um lado todos adoravam o conceito do personagem, por outro ele nunca conseguiu emplacar, ficando atrás inclusive de Kull e Sonja em termos de vendas e popularidade.
Roy Thomas, contudo, deu o seu melhor para que o herói desse certo e entregou ao público verdadeiras obras-primas que fazem frente a qualquer história de Conan, como a adaptação da novela Red Shadows de Howard e com a arte de Howard Chaykin. Ele também exercitou a imaginação e chegou a colocar o puritano enfrentando o Conde Drácula, numa história com desenhos de Alan Weiss.
Quando a Marvel encerrou as publicações do personagem, no final da década de 80, houve um hiato de 20 anos até que a Dark Horse anunciasse a retomada de suas aventuras. A nova série começou a sair a partir de 2008 e desde então tem sido publicada isenta de periodicidade.
No Brasil, além de diversas histórias em A Espada Selvagem de Conan (Abril), Kane apareceu em Conan Saga (Abril) e em Histórias Fantásticas (Bloch), onde fez sua estreia no Brasil.
Escrito por Alexandre Callari.











O filme foi uma porcaria mesmo, e esse personagem é bem interessante mesmo, pena que as editas não estão dando a atenção devida a esses personagens:
Rei Krull, Salomon Kana, Fantasma e Shazam.
PS: Conan e Sonja até que estão com excelentes historias e vendendo bem, basta ver o encadernado Conan: Ciméria que saiu nas bancas recentemente é ESPETACULAR.
Não…, o filme não foi uma porcaria. Pelo contrário! Mas, realmente não teve o reconhecimento que mereceu…, eu, particularmente gostei muito. Achei melhor do que alguns que vem com estrelas de Hollywood, mas não empolgam….
Cara,
O filme foi bom sim. Quem não gostou foi a crítica. Eu achei otimo e estou esperando outro