
Tarzan foi um dos muitos personagens que pulou direto da literatura para os quadrinhos no início século passado. Criado por Edgar Rice Burroughs em 1912, o homem-macaco protagonizou 24 romances e uma enorme quantidade de contos. A maior parte desse material saiu no Brasil pela CIA Editora Nacional, na década de 30, porém já não é reeditado há um bom tempo. Mas, iremos ver um pouco dele agora aqui no SOC!.
Nos quadrinhos, foi o lendário artista Harold Foster, criador do Príncipe Valente, quem desenhou o personagem pela primeira vez, em1928, criando uma série de tiras diárias que adaptavam o livro Tarzan of the Apes. Foster nunca foi grande fã do herói e não achava que poderia fazer grande coisa com ele, porém foi convencido pelo editor Joseph Neeber, então detentor dos direitos do homem-macaco, que aprodução de uma tira diária seria sucesso instantâneo. Neeber estava certo e Foster, mesmo a contragosto, criou um trabalho seminal. Um ano depois, exausto por trabalhar com algo que não o satisfazia profissionalmente, Hal Foster abandonou o personagem, sendo substituído por Rex Maxon. Nem os fãs, nem Neeber ficaram satisfeitos com o novo artista, o que fez com que o editor ficasse no pé de Foster durante mais de um ano, até que ele concordasse em voltar ao personagem, em 1931.
Tarzan fez um estrondoso sucesso e o estilo dinâmico de Foster começou a tornar-se referência para diversos novos artistas, que tentavamem pregar (sem sucesso) o mesmo realismo e versatilidade que ele dava aos seus quadros. O artista ficou à frente do personagem até 1936 (suas últimas aventuras saíram no ano seguinte), quando instigado pelo milionário William Randolph Hearst, ele abandonou de vez o homem-macaco e partiu para uma criação original que marcariadefinitivamente sua carreira: o Príncipe Valente.
Desta vez, o escolhido para substituí-lo foi o excepcional Burne Hogarth, que não decepcionou os fãs e agarrou com unhas e dentes a chance de desenhar um personagem tão famoso e bem sucedido como aquele. Burne é tido por muitos como o maior artista da história do personagem, mas há também quem defenda que a genial visão de Russ Manning (que desenhou o personagem a partir da década de 60) esteja no mesmo nível que a dele.
No Brasil, Tarzan repetiu o mesmo sucesso retumbante que teve em outros países e a editora Ebal publicou um recorde de mais de 20 séries diferentes do personagem, incluindo edições bimestrais, ediçõe sem cores e a série derivada Korak, o Filho de Tarzan. Infelizmente, o personagem caiu no ostracismo e hoje, salvo raras iniciativas isoladas como o recente álbum da Devir, não é mais publicado.











Queria muito ler o Tarzan do Burne Hogarth e do Russ Manning.
Tenho editada toda a coleção de Russ Manning com as
páginas dominais de Tarzan especialmente para fãs e colecionadores. Para conhecer melhor o trabalho entrar em contato pelo email: liriocomics@yahoo.com.br