
O universo de Hellboy é repleto de personagens intrigantes e carismáticos, dentre os quais umas das mais misteriosas é a pirocinética Elizabeth Sherman, agente do Bureau de Pesquisa e Defesa Paranormal e o grande amor de Hellboy. Apesar de ter marcado presença em várias histórias do demônio conhecemos muito pouco sobre seu passado, mas isto está para mudar na minissérie B.P.R.D.: The Dead Remembered.
Desenhada por Karl Moline e escrita por Scott Allie, editor das revistas de Hellboy desde 1994 e agora atuando pela primeira vez como escritor no universo criado por Mike Mignola, B.P.R.D.: The Dead Remembered [B.P.D.P.: Mortos Relembrados] será uma minissérie em 3 partes programada para ser lançada em abril pela Dark Horse e para melhor compreendê-la é importante lembrarmos o pouco do que é conhecido sobre o passado de Liz, principalmente que quando seus poderes pirocinéticos se manifestaram aos 11 anos de idade eles causaram a destruição do quarteirão onde morava e a morte de várias pessoas que nele habitavam, inclusive sua própria família. A partir de então foi criada pelo Professor “Broom” no Bureau, onde começou a agir como agente de campo quando ficou mais velha.
Criada e escrita por Mike Mignola e posteriormente desenvolvida pelo escritor John Arcudi de A Espada Selvagem de Conan a partir desta época a personagem se tornou “mais única, identificável, sujeita a seus humores, a seus sentimentos conflitantes a respeito de seu poderes, seu papel no Bureau e seus relacionamentos”, explicou Allie em entrevista concedida ao Comic Book Resources. “Ela está muito mais sutil do que era originalmente.”
Nesta história Allie pretende retrará-la aos 14 anos de idade, ainda bastante imatura e às voltas com a recente dor da morte de sua família. “Na maioria das vezes nós temos visto Liz bloqueando sua dor. Aqui nós veremos uma Liz na qual a dor ainda está muito recente, as lembranças de sua família muito vívidas e a faço reviver tudo aquilo pela primeira vez nos quadrinhos”, explicou o editor/escritor.
Na trama de B.P.R.D.: The Dead Remembered um padre em Massachusetts e amigo de longa data do professor Broom começa a ter problemas com o fantasma de uma mulher assassinada em 1962 pelos populares da cidade acusada de ser bruxa. Quando a situação chega aos conhecimentos do Bureau Hellboy incentiva Broom a tirar a pequena Liz do laboratório para que possa voltar ao mundo. Convencido, o professor a leva à New England onde ele tentará ajudar o amigo a resolver o problema com o fantasma.
Segundo Allie, embora isto não seja revelado na história, os acontecimentos se passam em Ipswich, Massachusetts, justamente a cidade onde ele cresceu. “Uma tia de minha bisavó ou algo assim foi morta como bruxa, e também tive um tio-bisavô que foi ferreiro e assinou um atestado de ter colocado algemas em bruxas”, disse. Sendo assim, não é de se estranhar a minúcia que Allie tenha dedicado na construção do cenário da história para a qual levou em conta não só a história local como também a geografia da cidade. “Então usei aqueles fatos e a arquitetura e as madeiras e a rua principal – Central Street, na verdade. Isto fez com que ficasse mais real para mim para escrever e que pudesse mover os personagens através de um espaço que tenha significado para mim.”
Sobre Liz em específico veremos como ela deixou de ser uma simples garota entristecida para se tornar agente do Bureau. “Abe era um homem-peixe e eles [do Bureau] precisavam descobrir o que fazer com ele, e com Hellboy estando lá fazia todo o sentido para o B.P.D.P., imagino, dizer, ‘Bem, se podemos fazer isso com o Hellboy vamos tentar com o garoto-peixe’. Mas, como chegaram a esta conclusão em relação a Liz?”, questiona Allie. “Ela era uma garotinha que basicamente trancaram em um quarto, então ela não poderia matar ninguém. Como você parte disso até ela se tornar uma agente ativa?” Para o autor a transformação tem que ocorrer de maneira bastante lenta e cuidadosa. “E vou lhes dizer, ao final disto Broom não vai pensar que aquela garota está pronta para o trabalho de campo.”
Confesso que não conheço tão bem a personagem para esboçar alguma opinião pontual a respeito dessa minissérie, mas até onde sei, quem conhece? Afinal, sua participação nas histórias de Hellboy não foram tão amplas a ponto de a conhecemos tão bem. Aliás, trazer um pouco de luz sobre Liz Sherman é justamente a intenção de B.P.D.P.: The Dead Remembered. Também não conheço o trabalho de Scott Allie como escritor, mas conheço como editor das revistas do Hellboy e sabemos que até agora todas as histórias desta maravilhosa criação de Mike Mignola são 100% aproveitáveis. Ou seja, se ele for um escritor tão competente quanto o é como editor poderemos esperar um ótimo trabalho para esta minissérie.













Salve Doctor Doctor! Cara, parabéns pela ótima matéria, sou um grande fã de Hellboy, mas infelizmente não tenho tudo que foi publicado por aqui… Você sabe se a Mythos está muito atrasada em relação a publicação de Hellboy nos EUA?
Essa história vem em boa hora, a personagem Liz Sherman foi melhor trabalhada nos filmes, sendo que muito de seu passado é obscuro, como o trauma de ter matado acidentalmente seus pais por causa do descontrole de seus poderes pirocinéticos.
Cara, quero ver mais coisas do Hellboy aqui!
abraços
ìtalo, acabou de sair o volume 2 do B.P.D.P aqui no BR.
acompanho td do hellboy q saiu aqui no BR pela mythos e td q foi lançado vale a pena ser comprado.
agora do atraso em relação aos EUA, não sei. o bom do hellboy, ao meu ver, é que o hype é bem menor que o dos personas da DC e da Marvel, então não tem mega-spoylers pulando na sua cara td dia, assim não fico esperando chegar o numero em que o hellboy vai perder os chifres ou dar o anel; apenas vou curtindo o que é publicado por aqui, como eu fazia qdo era criança e não existia internet.