Mais antigo que o próprio Capitão América o Tocha Humana foi um dos primeiros super-heróis da Marvel – ficando atrás somente de Namor e do Anjo – e em 2009 foi resgatado na minissérie The Torch, a qual a Panini está prestes a publicar com o título Tocha Humana.

Escrita por Mike Carey e desenhada por Patrick Berkenkotter (Vingadores/Invasores) a minissérie em 8 edições será publicada no Brasil em somente duas de 100 páginas cada uma, cuja primeira reunirá The Torch nº1-4 e será lançada em setembro. A obra conta ainda com as capas de Alex Ross, que também atuou como coroteirista.

Voltada muito mais para a ficção científica do que para o cenário de super-heróis dada a natureza robótica do protagonista a série se focará na construção da identidade do herói. Em entrevista concedida ao Comic Book Resources na época do lançamento da série nos EUA, Carey explicou que o Tocha Humana não faz parte do tipo de personagem que se torna herói ao colocar uma fantasia, mas sim àqueles como Superman ou J’onn J’onnz, os quais constroem uma identidade civil para poderem esconder sua verdadeira natureza. “A verdadeira natureza deles é aquela quando estão sendo heróis”, disse. “Ele não tem uma experiência real sobre o que é ser um humano. É um adulto que nunca foi criança. Inicialmente, ele não sabe nada sobre relacionamento humano ou a maneira de se portar em várias situações sociais“.

Dividida em três momentos a série procura explorar alguns segredos da vida do herói e trazer um pouco de luz sobre o que aconteceu com ele desde seu passado até os dias atuais. “O primeiro momento trata da volta do herói e seu encontro com um antigo vilão da Marvel, alguém com quem ele já tem uma história”, explica Carey. “O segundo mostrará uma crise que tem origem no ressurgimento do Tocha Humana e com a qual ele precisará lidar. Neste arco o andróide voltará a lutar ao lado de seu antigo parceiro, o Centelha. Por fim, o terceiro e último momento da minissérie mostrará Jim Hammond em busca de seu passado e apresentará um novo vilão, alguém que sabe muito mais sobre a origem do andróide do que ele mesmo.

Carey explicou ainda que Tocha Humana é uma obra que trata muito mais da reconstrução do personagem do que sobre sua ressurreição. “Da última vez que o vimos, em Captain America #48 (no Brasil, Novos Vingadores nº 74, ed. Panini, 2010), ele estava muito maltratado. Havia muito pouco dele e o que havia estava muito degradado. Ressurreição não é a palavra correta. O que precisa ser feito é uma reconstrução substancial em todos os níveis, e não podemos esperar que ele saia desse processo da mesma maneira como entrou. Muito dano foi cometido.“

Outra questão é o retorno do herói em um mundo totalmente diferente daquele que conhecia, um lugar no qual Norman Osborn reina absoluto e onde as pessoas acreditam que Steve Rogers esteja morto. “Eu acho que alienação é uma boa palavra para o que o Tocha Humana está sentindo“, explica Carey e completa, “Nós o veremos totalmente alienado e muito sozinho, à deriva em relação a seu passado e tentando superar um mundo muito diferente, ameaçador e pouco familiar”.

Por fim, o autor explicou que a série será sobre a questão do que é ser humano. “O que é o Tocha?”, questiona. “Ele é um homem? Ele tem uma perspectiva humana do mundo?

Criado por Carl Burgos o personagem surgiu pela 1º vez nos quadrinhos em outubro de 1939 e foi publicado pela Timely Comics, editora que viria a se tornar a Marvel. Apesar de algumas recentes aparições, como seu ressurgimento pelas mãos de John Byrne em 1989, há anos o personagem deixou de receber atenção da Marvel.

Agora parece que Carey e Ross estão com ótimas idéias para o Tocha e se esforçando para fazer um ótimo trabalho. Porém, por sua origem ser tão intricada à do Visão, Ultron e e até mesmo de Magnum o personagem é, sem dúvida, um terreno hostil a ser explorado. Resta saber, portanto, se a dupla trará alguma luz sobre a verdadeira origem de Jim Hammond ou se a tornará ainda mais confusa.

Categorias: Marvel, no Brasil ...

Nenhum comentário até agora.

  1. snikt disse:

    Gosto muito do primeiro Tocha, acho que ele tem grande potencial para boas histórias e confio bastante no Carey e principalmente no Ross em se tratando de persongens antigos.
    Essa com certeza será cofre.

  2. Juliana disse:

    Prefiro ele sozinho ao invés de estar junto ao quarteto fantástico.
    :|

  3. snikt disse:

    Esse não é o Tocha do Quarteto e sim o Tocha androide, um do primeiros herois da Marvel criado nos anos 30.

  4. Dirso disse:

    Esse cara é danado.

    Johny Storm é o c@!$!@! :-)

    Veremos se essa série vai prestar…


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